Agentes reclamam de novo procedimento em acidentes

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010.
Agentes da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania de Fortaleza (AMC) não podem mais utilizar spray para marcação do asfalto nos casos de colisão de veículos sem vítimas. A medida, que foi determinada há cerca de um mês pelo presidente do órgão, Fernando Bezerra, está motivando reclamações por parte de alguns servidores da área.

Os insatisfeitos argumentam que diante da nova orientação de fazer apenas um croqui do local do acidente no boletim de ocorrência que preenchem, peritos do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) têm se recusado a fazer a perícia tendo como base apenas o desenho feito por alguém que nem mesmo recebeu treinamento técnico para isso. E além disso, com carros envolvidos na ocorrência tendo sido retirados da posição.

De acordo com o agente Eriston Ferreira, vice-presidente do Sindicato dos Servidores do Município de Fortaleza (Sindifort), os profissionais da AMC também vem sendo pressionados pelos condutores que se sentem prejudicados, os quais passam a culpar o agente de trânsito, colocando que o procedimento adotado foi incorreto. Com isso, ele diz que alguns agentes já foram vítimas de agressões verbais e ameaças.

Segundo Ferreira, a mudança foi implantada sem que a AMC promovesse uma campanha de esclarecimento para a população. Mas conforme Fernando Bezerra, a determinação é irreversível. O dirigente da AMC explica que em nenhum lugar do Brasil é utilizado spray para marcar local de acidentes que resultam apenas em danos materiais. Quanto a retirar os veículos envolvidos na colisão da posição em que ficaram, é uma exigência que consta no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) colocada no artigo 178 da lei. O CTB coloca ser uma infração média, que é penalizada com quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e multa.

Bezerra afirma ter conversado com o Detran, explicando a mudança na conduta dos agentes da AMC, e garante não existir mais problemas com os peritos do órgão estadual de trânsito.``Não podíamos continuar com essa cultura que só emporcalhava a cidade``, disse.

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